terça-feira, 12 de julho de 2016

Espetáculo Toque-me no Programa Arte Livre (PROCULT/UFCA)


Diário de bordo(s)


Espetáculo "Toque-me" no Programa Arte Livre


Desenvolver um processo criativo é antes de tudo elencar escolhas e construir e agregar conhecimentos. O que comunicar, para quê, para quem, como haver tal comunicação? O Coletivo Dama Vermelha ao desenvolver o espetáculo/pesquisa/experiência intitulado "Toque-me" adentrava-se em um área tênue de se falar: O CORPO. O labor da sala de ensaio era incessante. Constantemente criavam-se ações, intenções, gerava-se sensações, situações, propostas, olhares, afetos do cotidiano imbricavam nessa construção e os experimentos caminhavam e transmutavam-se de forma avassaladora. Muitas coisas produzidas, muitas postas em cena, muitas guardadas para outrora. A pesquisa promovia um olhar atento a esse corpo contemporâneo não-linear que tanto comunica e que tanto sente, vive, explora, expressa, sofre, grita, cala... tudo chegava mais intensamente e os acontecimentos eram delicadamente impactantes e muitas vezes truculentos. O corpo dos intérpretes-criadores respondiam a tudo isso como estímulos para a produção e o resultado se consumava em sequências de movimentações corporais cheias de textos verbais silenciados. Construíamos sentidos, analogias, metáforas. Essa síntese do processo de criação é apenas um recorte, de um mundo de vivências experienciadas na labuta cotidiana onde o espetáculo se desenha."Toque-me" posto em cena, o trabalho se intensifica no contato com o público, se completa, ganha vida, descobre-se novas possibilidades.


Nesta perspectiva, no mês de junho e inicio de julho de 2016, o trabalho participou do Programa Arte Livre realizado pela Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal do Cariri (PROCULT/ UFCA) em parceria com a Pró-Reitora de Gestão de Pessoas (PROGEP) e apoio do DIAP (Divisão de Informação, Atendimento e Protocolo) e DVTRAN (Divisão de Transporte), com agenda de 06 apresentações nos Campus da UFCA nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Brejo Santo e Icó. 06 espaços díspares para experimentação a partir da proposta já desenvolvida pelo espetáculo. O "Toque-me" se metamorfoseou e ganhou inúmeras perspectivas de leitura e comunicação. Agregamos enquanto grupo discussões extremamente pertinentes para manutenção e limpeza da obra, exploramos diferentes possibilidades de pensar e executar ideias, fazer, desfazer e refazer. Uma circulação riquíssima e importante para prosseguir os estudos.

Um ponto imprescindível de ser mencionado foi todo o apoio, cuidado, atenção e carinho dedicados por Elvis Pinheiro ao espetáculo e ao grupo. Sua sensibilidade e delicadeza nos proporcionou momentos incríveis de aprendizado e boas trocas. Vale ressaltar que o mesmo acompanhou fielmente todas as apresentações, assistindo em sua maioria e comentando e criando pontes de interações com o público. O seu trabalho de mediação e de promoção do acesso às artes é importantíssimo e alcança diferentes públicos, possibilitando um disseminação das linguagens artísticas. É de um imensa satisfação e responsabilidade está dialogando e compartilhando tais vivências com o Elvis.

Outra pessoa importante de mencionar é o Alex Sandro Vieira, tão querido e prestativo com o grupo e que foi responsável por todos os registros do espetáculo em sua "tour". Gratidão pelas boas vivências.
Em suma, a metamorfose continua. Os olhares ampliados reflete novas criações. As trocas reverberam em novos horizontes de estudo e de trabalho. Os afetos invadiram, geraram questões, tocaram. E continuarão tocando e (re)criando perspectivas.

Coletivo Dama Vermelha

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