sexta-feira, 3 de abril de 2015

Espetáculo Borboletária no CCBNB Cariri 25/03/2015

Semana do Teatro / Artes Cênicas
Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

Espetáculo: Borboletária
25 de Março de 2015

Fotos: Souza Junior





domingo, 22 de fevereiro de 2015

Por Júlia Martins. Estudos/Processo de criação. 19/02/2015

O último ensaio (19/02) foi bastante produtivo. 
Lemos e debatemos um texto que nos fez pensar bastante sobre o grupo e sobre como lidamos com a expectativa de ver o espetáculo de uma forma, quando ele está em constante transformação. 
Às vezes nos prendemos tanto às nossas criações individuais, opiniões, que esquecemos que o espetáculo é feito por todos, e que enquanto um coletivo, devemos nos abstrair um pouco das nossas ideias para dar espaço a algo novo e diferente que vai se formulando a partir do labor de casa experimentação. 
Começamos a colocar ordem nas cenas já criadas, e vendo o conjunto, percebi que o espetáculo está ficando muito bonito. Conseguimos notar a diferença e a particularidade de cada um nas cenas, as vivências, as crenças e visões, tudo sendo fundido em uma coisa só, e nos dando uma visão diversificada sobre o que entendemos como sobre o corpo e suas possibilidades. 
Algumas cenas foram criadas ou modificadas, acrescentando ou retirando alguma coisa. 
Em suma, foi um dia para começar a lapidar o espetáculo. 
O orgulho cada vez maior, apesar de certas convergências que sempre acontecem quando se trabalha em grupo, mas que devem ser superadas pelo bem do trabalho e pelo amor ao que se faz, que acima de tudo é o que nos move.

Por Felipe Nobre. Processo de Criação. 19/02/2015

No ensaio do dia 19/02 recebemos uma convidada para observar como espectadora o ensaio do processo de criação que tem como tema "O que diz o corpo". 
Obtivemos críticas positivas, como também fomos chamados a atenção sobre concentração. 
Acho importantíssimo alguém que está como plateia ter percebido algumas dispersões. Assim haverá mais competência dentro da sala de ensaio. 
As cenas por enquanto estão muito confusas quanto ao amarramento e creio que algumas pessoas estão muito ausentes ainda do espetáculo, mas não propositalmente, o que podemos resolver ao decorrer do processo. 
Uma conexão vai se criando entre os atores, outras vão se desfazendo, talvez por imaturidade ou falta de profissionalidade, porém nada que um longo processo não possa desenvolver para melhor. 
As particularidades criativas devem ser respeitadas, inclusive os meios que os intérpretes tomam para memorizar suas movimentações. 
A antropologia está em falta POR ENQUANTO no processo de criação do espetáculo.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Por Penha Ribeiro. Sobre 19/02/2015

O nosso corpo é um grito quando a voz se cala. 
Cansado, é mais forte, parece navegar contra a dor que arde a pele .
Eu queria poder falar. 
Mas quando quero, minha voz cala e meu corpo revela cada pedaço machucado. 
Corpo dissimulado, ele é melindroso, escapa das correntes da minha mente, então sem justiça me acusam de mentirosa sem sina.

Por Bruno Harper. Aula/Processo de Criação do dia 19/02/2015

A aula teve um começo diferente da prática que tínhamos. 
Começamos lendo um trecho de um caderno de apontamentos do Coletivo de Teatro Alfenim onde apontava uma reflexão pertinente a nós atores enquanto cena, enquanto relação com o diretor, enquanto ao trabalho que desenvolvemos. 
A leitura foi coletiva e compartilhada, o que ao meu ver ajuda a todos, tanto no treino da dicção , quanto melhorando o modo de se posicionar mediante o público pra qual você está lendo. Encarei essa leitura como uma apresentação teatral, em que ainda não estamos ensaiados para apresentar, mas seguros ao ato de improvisar. 
Tivemos um exercício bem breve, porém mais pesado. Dessa vez usamos mais o ‘tronco do corpo’, com abdominais e exercícios similares. 
Partimos para a criação, desenvolvendo partituras em coletivo, o que foi um pouco dificultoso. Um grupos grandes (tínhamos 8 no grupo), é mais fácil de haver dispersão, caso algum integrante não esteja alinhado com a concentração dos demais, e pode acabar por virar uma zona todo esse momento de criação. 
Observei com atenção que tinha algumas pessoas que, aparentemente, não estavam tão afinadas com o grupo, estavam desconcentradas, o que torna chata a situação, pois acaba levando todos à perder a preciosa concentração, e realizar um trabalho medíocre. 
Sugestão pessoal: Quando estávamos falando do começo do espetáculo, o diretor sugeriu homens e mulheres com roupas formais (ternos e vestidos), validei a ideia, porém, mudaria a maneira de encarar... colocaria homens de vestido, e mulheres de terno, ou até mesmo mesclaria os dois gêneros, dando características femininas e masculinas nas personagens. 
Enfim, acredito que o grupo, com o tempo, tome a seriedade (FOCO NA DISCIPLINA DE ATOR/BAILARINO) que merece referente aos posicionamentos, pois é necessário brincar de ser sérios para maior fruição do nosso tempo, laboratórios e trabalhos.

Aula/Processo de criação. 19/02/2015. Texto de Helionio Soares.

19 de fevereiro de 2015.
O ensaio começou com a leitura de um depoimento sobre o processo criativo do espetáculo Milagre Brasileiro do Coletivo de Teatro Alfenim. Em vários momentos eu o associei às experiências citadas ao nosso processo, as dificuldades, os aprendizados, entre outras coisas. 
Fizemos nossos alongamentos e exercícios como de costume. 
Logo em seguida, equivocadamente, machuquei meu pé esquerdo, isso fez com que eu tivesse muita dificuldade em realizar os movimentos necessários em cada cena. 
Criamos movimentos mais simples e cômicos, usando apenas expressões faciais e coisas cotidianas. 
O espetáculo está quase concluído, nos restando apenas criar algumas cenas, organizá-las e limpar os movimentos. 
Provavelmente, tudo estará pronto no início de março.

Texto de Davi Liberalino. Aula/Processo de Criação 19/02/2015

Confesso que não me recordo das sensações específicas e detalhes da aula de quinta-feira (19/02), foi uma aula cheia de informações e criações. 
Durante todo ensaio tivemos a presença ou podemos dizer a participação mais que especial de uma bailarina de uma companhia de dança da cidade de Exu, que ficou nos observando e ao fim da aula falou um pouco sobre a sua visão do nosso processo de criação.
Não tive nenhum problema ou me senti mal em nenhum momento na sala ao decorrer da aula, ao contrário, cheguei pontual, como sempre, vesti a roupa e fui me alongar, estava até de camiseta coisa que já não fazia a muito tempo, usar esse tipo de roupa. 
Alonguei-me bastante e logo em seguida começamos a aula trazendo como material teórico um texto bastante importante e que praticamente esboçou tudo que nós estamos vivenciando durante a construção desse processo que tem como mola propulsora o tema “O QUE FALA O CORPO?”.

Revisamos várias cenas antigas criadas, relembramos as que fizemos nas aulas anteriores e criamos novas células em grupo, uma delas bastante cômica, porém cheia de significâncias. 
Creio que esse processo será concluído mais rápido que os demais do Coletivo e em breve estaremos estreando. 
Vejo o empenho e a dedicação de todo o grupo e espero com ansiedade a próxima aula.

Texto de Janderson Falves. Aula/Processo de Criação do dia 19/02/2015

Conseguir tempo quando não há, é uma das tarefas mais difíceis no teatro.
O processo, após tanta criação, se tornou necessário introduzir debates munidos de referencial teórico, para o fortalecimento das nossas pesquisas e propostas. 
Um momento bastante significativo na aula/debate/troca foi a reflexão acerca do "re-pensarmos" nossas criações, suas intenções, o "por quê" de cada movimentação, como utilizamos a arte como veículo para comunicação, qual tema dessa comunicação e quais são nossas ânsias, inquietações com tal?
Chego à conclusão: Tocar o espectador. Instigar o público a se aproximar da arte (no nosso caso, a dança/teatro), reverberar ao mesmo o estímulo de se verem inclusos também, assim como nossa própria experiência de corpos que nunca se imaginaram dançando cenicamente e que hoje são estimulados à práticas e resultados satisfatórios.
Percebo que a fala do diretor (Thiago Gomez), chegou com uma grande intensidade e como um forte alerta; "Não interessa ao Coletivo trabalhar com intérpretes/criadores que não estudam, não pesquisam, não desenvolvem um pensamento sólido referente ao que produzem!"
A bailarina Ana Cristina (Cia Traquejo, Exu) veio assistir o nosso ensaio. Acho importante ter a visão e opinião de alguém de fora sobre o que estamos produzindo.
Estou consciente de que minha cena com Harper precisa de mais trabalho e pesquisa em relação a espacialidade, à noção de condução das movimentações.
Apresentamos todas as cenas criadas até então e começamos a amarrar a estrutura do trabalho.

Texto de Samael Casanova. Aula e Processo de Criação do dia 19 de fevereiro de 2015

Nos reunimos em primeira instância para uma leitura bastante esclarecedora sobre como a forma de um processo de criação está sujeita a modificações diversas ao longo do seu desenvolvimento e amadurecimento, bem como sobre a possível pluralidade de interpretações e implicações que a temática do espetáculo pode produzir no público e nos próprios atores. O texto é de Daniel Araújo, e faz parte do caderno de apontamentos referentes ao espetáculo "Milagre Brasileiro" do Coletivo de Teatro Alfenim. Após a leitura e os subsequentes debates concernentes ao texto, compreendi que um espetáculo é iniciado na mente do encenador/diretor e dos intérpretes de uma determinada maneira e somos surpreendidos pela metamorfose que ocorre tanto na estrutura estética, formal e qualitativa do produto cênico quanto no âmbito psicofísico dos intérpretes. Um processo de criação é realizado por pessoas, que utilizam seus corpos, suas mentes, seus diversificados tipos de energia e suas vozes para narrar, descrever ou instigar a imaginação de outras pessoas. O teatro é um espaço que pode ser utilizado para estabelecer uma atividade de humanização ou desconstruir a humanidade, para reconhecer a mediocridade humana dos infames ou exaltar as virtudes da alma dos samaritanos, para amadurecer uma postura crítica sobre o mundo ou zombar de nossa próprio "way of life", nossos hábitos, vícios e desejos animalescos. Logo, por ser tão humano, o fazer teatral se configura em um veículo de transformação social, e daí vem o interesse profundo tão perceptível no texto de Daniel Araújo pelo teatro com ênfase nos aspectos sociais, nas relações e interações humanas, nas modificações do pensamento e do comportamento social: a perspectiva de Bertold Brecht. O texto foi extremamente importante para que nos conscientizássemos ainda mais sobe a seriedade com que devemos criar e trabalhar nesse novo processo. Nossa amiga Ana Cristina (que esteve presente neste nosso encontro), bailarina da Cia de Dança e Teatro Traquejo, nos disse algo ao final do ensaio de extrema importância: "é fundamental que vocês tenham consciência do quanto é forte o que vocês estão dizendo". Essa consciência, a meu ver, tem de vir do âmago e ser projetada do fio de cabelo à ponta do dedo do pé. Cada célula do corpo ativada, manifestando seu discurso em alto grau sem emitir som algum, apenas com movimentos ora sutis, ora expansivos. Não temos que ter pena de gastar nossa energia, de nos cansarmos, de ficarmos exaustos no palco. A diferença vai estar aí: até que ponto eu doo minha energia para a cena de maneira que o público possa sentir o calor que emana dos meus órgãos e é pela pele e o suor que pinga no palco e o desenho que meus braços, mãos, pernas, cabeça, ombros, cotovelos, quadris, joelhos... em suma, que meu corpo delineia no espaço. Como nos fixarmos na mente das pessoas? Como fazê-las voltar para casa depois de assistirem nosso espetáculo e não conseguirem parar de pensar nas imagens que foram projetadas em suas retinas? Começo a amadurecer esse posicionamento de consciência psicofísica enquanto desenvolvo e aprimoro minhas partituras e observo as movimentações dos meus parceiros de cena. Incrivelmente, todas se encaixam, são maneiras distintas e complementares de enxergar o que é a humanidade, a criação da vida, a organicidade do corpo, a utilização desse corpo para dizer o que não pode ser dito, mas apenas mostrado, provado, experimentado com o próprio corpo. Nós queremos dizer com esse espetáculo o que sentimos, não o que expressamos com palavras, e aí vem o maior desafio: como unir tantos sentimentos, como costurar tantos pontos de vista, sensações, desejos, personalidades, defeitos, qualidades? Como contar essa história? A base, entretanto, para sermos bem sucedidos é a maturidade da concentração que impomos a nós mesmos durante os ensaios, a não poupança de energia na execução das cenas e a noção de que todos precisamos um do outro para fazer esse espetáculo acontecer, como as células do nosso próprio corpo, interdependentes mas cada uma com sua função específica, se unindo para formar um conjunto harmônico, seguro e belo. Eu aprecio demais esse novo processo. É uma gestação linda de algo que fala inclusive de fecundação, de origem, de gestação, de parto, de crescimento, de amadurecimento. Minhas partituras contém esses elementos: um ser que não é feminino, nem masculino, tampouco andrógino que observa duas células representadas pelas mãos, que se alternam incessantemente, até se fundirem e se deslocarem para o ventre, onde se inicia a gestação. O diretor Thiago me ajudou bastante a adquirir imagens para a representação de personalidades maternas universais, como Gaya, a Mãe-Terra, e logo pensei na Ísis da mitologia egípcia, a Rainha de Sabá e a própria Maria, mãe de Jesus Cristo, redentora dos transgressores, fracos e oprimidos. A referência da dança Butoh japonesa também é algo que o diretor me recomendou estudar para aperfeiçoar as partituras. Penso na seguinte sequência de elementos motivadores de inspiração para as cenas: as células germinativas, a fusão dessas células para originar um ser, a gestação dessa entidade, a doação de vida da mãe para o filho, alimento, oxigênio, sangue e carinho para essa criatura em desenvolvimento, a proteção/segurança que esse ser encontra no ventre do progenitor, o parto, o recém-nascido em desenvolvimento enquanto dança no chão, até que uma outra entidade se apropria da sua mão e se instala no seu coração, depois na sua garganta, depois na nuca, o fazendo subir para o plano alto. As novas movimentações criadas no dia 19 foram bastante divertidas, mas não despretensiosas. Temos que executá-las com perfeição e sincronia, sabendo exatamente a ordem e a configuração de cada uma, tanto as faciais quanto as corporais, de expressões e atitudes do cotidiano. Gosto bastante de todo o trabalho que estamos fazendo, e só temos a melhorá-lo com o tempo. Todo esforço e comprometimento é válido. Outro ponto importante é o sigilo que devemos ter com o que estamos produzindo. Vazar informações sobre um trabalho tão pessoal, belo e intenso antes da estreia do espetáculo não é importante. Então, que mantenhamos nossa discrição e responsabilidade com o que estamos criando.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Referente a aula do dia 16/02/2015, por Penha Ribeiro

Na última aula do dia 16 de fevereiro de 2015 , aprendemos alguns tipos de saltos e exercícios de sustentação.O mais interessante neste encontro, foi lembrar do corpo que eu tinha quando era criança, um corpo sem medo, curioso, disposto a se aventurar nos saltos e cambalhotas mais absurdas.Era um corpo sem limites. O corpo, as vezes, nos é um objeto estranho. Quando nos encontramos adultos é como se perdêssemos ele e como artistas vivemos a querer encontrá-lo, a não ter medo, a ser um pouco daquela criança que perdemos com o tempo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Texto de Júlia Martins, referente a aula/processo de criação do dia 16 de fevereiro de 2015

O local da aula foi mudado, por conta do Carnaval, para a Associação de Dança Cariri. 
Pela familiaridade com o Centro de Artes, levei algum tempo para me acostumar com o espaço de lá. 

Cheguei um pouco atrasada, então já estavam fazendo os alongamentos, que por sinal foram muito cansativos.
Para adquirir força nos membros superiores, iniciamos uma série de movimentos que necessitavam exclusivamente destas áreas, incluindo movimentos acrobáticos, que exigiam equilíbrio com as mesmas. 


Foi diferente, porque sempre tive muito medo de fazer essas atividades e nunca tive muita força nos braços. Mas com ajuda consegui fazer.
Foi pedido para que criássemos uma sequência de movimentos apenas com os braços e com os pés em meia ponta. 

A sequência com os braços foi fácil de fazer, porque a partir da improvisação surgiram partituras muito bonitas e leves. 

Mas meus pés doeram muito por passar tanto tempo na meia ponta.
Depois repassamos as partituras já criadas, fazendo algumas pequenas modificações. 

Vê-se claramente que o processo está ficando cada vez mais sólido, e me dá orgulho saber que cada pequeno detalhe do mesmo foi de nossa autoria. 
É perceptível em cada partitura a personalidade de cada um, compondo o todo.

Por Davi Silvestre, sobre a aula/processo de criação do dia 16/02/2015

Eu me senti bastante a vontade com a aula de ontem (16/02), creio que o espaço ajudou bastante e o clima da aula estava bastante tranqüilo. 
Eu confesso que gostaria que nossas aulas fossem sempre na ADC, o espaço tem uma energia maravilhosa. 
Nosso mediador/diretor iniciou a aula com um alongamento mais que divertido e durante essa parte da aula me apaixonei por uma música da cantora paraense Dona Onete, Jamburana.
Até esse momento não senti nenhuma dificuldade, gastamos bastante energia de uma forma que todo o chão da sala ficou suado. 
A seguir foram passados exercícios que utilizavam o equilíbrio, ao som de músicas regionais divertidíssimas, fiquei alegre durante toda aula e estimulou minha criatividade, tirando muita coisa ruim vindo de fora da sala de ensaio e jogando fora. 
Purifiquei-me.
O pior problema foi quando foi pedido para nós apoiássemo no chão e tentássemos nós equilibrar a partir das mãos e cabeça, onde eu mesmo disse; “Não vou nem quebrar meu pescoço!”.
Em seguida fizemos sequências em duplas, onde curiosamente todos estavámos em harmonia. 
Logo a frente repassamos as coreografias/cenas do espetáculo, o qual já fui cobrado no Facebook pelo diretor pra pegar minunciosamente. 
Tivemos cinco horas de ensaio e com muito proveito, construímos células novas para o trabalho. Foi nós passado para cada um estudar um pouco sobre uma imagem dada específica para ser usado no próximo encontro.

Texto de Bruno Harper, sobre a aula/processo de criação do dia 16/02/2015

Começamos o aquecimento com exercícios mais direcionados à parte inferior do corpo, poucas movimentações, porém com força concentrada nesta área. 
O trabalho seguido do tronco para cima requer um pouco mais de atenção, passada de cada pessoa, pois necessita muito o foco na limitação, não apenas no movimento e sim na sustentação dos braço ou tronco em uma posição desconfortável. 
Seguido os exercícios, o que impôs a dificuldade foi à falta de uma base confortável no chão, que, com certeza, não ajudou nos movimentos deitados, ou em possíveis quedas, porém, é algo que devemos trabalhar futuramente, fazer com que o corpo crie apoios para está confortável em uma base sólida. 
Nos jogos acrobáticos, algumas pessoas travam o corpo por medo, principalmente nas atividades que desafiam a gravidade. Uma solução seria incentivar a todos à prática diária de tais, pois assim o corpo ganha mais confiança e sustentação. 

Passamos as partituras criadas em aulas anteriores, percebemos que uma grande dificuldade foi o esquecimento das células criadas, e às vezes, a falta de interesse de fazer corretamente o movimento que outros propuseram. 
A tarefa de criar 32 movimentos pode ser fácil, porém, decorar os 32 em ordem e em pouco tempo dificulta muito as coisas.

Referente à aula/processo de criação, dia 16/02/2015, pelo olhar de Samael Casanova

A aula/ensaio do dia 16 de fevereiro foi extremamente proveitosa. 
Tivemos 5h de interação entre os integrantes presentes, recheadas com risos, discussões pertinentes, muito suor (pra variar), limpeza de partituras e criação de novas movimentações a partir de ideias recentes para o processo. 
É um estímulo ao aperfeiçoamento tanto do espetáculo quanto de nossas habilidades cênicas/motoras/sinestésicas. 
Sinto menos dores. Isso é fruto da intensidade dos exercícios semanais, da frequência com que meu corpo está sendo submetido às atividades propostas mediador/diretor. 
E fico feliz com os resultados que têm se manifestado em meu corpo durante todo esse trabalho.
Contudo, é notório que sinto uma insegurança muito expressiva quanto aos exercícios acrobáticos. 
Nunca plantei bananeira nem dei mortais na vida... No máximo a popular "estrela". Minha infância foi muito conservadora, rs. Queria ter tido mais experiências circenses na vida, porque assim teria menos receio de dar mortais, de sustentar o peso do corpo nos braços e esticar as pernas... Enfim, é exercício, e pretendo me tornar mais seguro quanto a tais movimentações. Reconheço que as tais são de uma beleza singular durante a criação de partituras e elevam o nível de dificuldade da interação entre o ator e o espaço que o rodeia. Assim sendo, quero explorar cada vez mais essas possibilidades de movimento.
Quanto às percepções que tenho dos demais integrantes do grupo, vejo que os integrantes mais recentes do Coletivo demonstram seriedade e maturidade mais intensas para com o trabalho.
Alguns diriam que estes não estão tão enturmados quanto os demais, mas eu discordo. 
O núcleo do Coletivo está coeso, e todos os nossos parceiros se conhecem muito bem, porque todos vieram de um núcleo anterior. 
Muita conversa, muita dispersão, desconcentração.. Enquanto uma parte ensaia, os demais algumas vezes interagem com a cena de maneiras não interessantes, desconcentrando inclusive quem se propõe a trabalhar de maneira precisa no processo. 
Pessoas que, mesmo na brincadeira, acabam dispersando os demais. Isso me incomoda porque é uma desconsideração para a cena que está sendo ensaiada, para com os próprios intérpretes que estão encenando, mas respiro, não digo nada por ora a fim de não gerar desconforto e não alterar a atmosfera do ensaio. 
Deixo minhas considerações para esse espaço onde posso registrar minhas impressões.
No mais, as células de criação têm uma visualidade muito boa, e gosto do formato do espetáculo novo. Obviamente, o resultado tem de ser aprimorado cada vez mais, mediante muito ensaio, muita repetição.
Repetir cansa, é exaustivo, mas necessário. 
No fim, o que temos para doar para o público é o que importa.
Então, que trabalhemos incessantemente para ceder nosso melhor para quem irá nos assistir.

Por Helionio Soares, referente a aula/processo de criação do dia 16/02/2015

16 de fevereiro. 
O início de tudo foi um aquecimento corporal bastante rígido de pingar gotas de suor sobre o chão. 
Foi difícil ficar sem beber água, pois minha boca ficava muito seca e isso incomodava. 
Nossos corpos estavam preparados para as cinco horas seguidas de ensaio. 


Os exercícios que fizemos em dupla, além de terem sido ótimos para alongamento, foi bom para nosso equilíbrio e flexibilidade, sem contar o ganho na resistência muscular. 



O ensaio ocorreu em um espaço diferente do acostumado. 

Tivemos dificuldades em reproduzir as células coreográficas por conta do chão, pois não tinha o acolchoamento como nos ensaios anteriores. 
Além de recordar os movimentos criados anteriormente, tivemos um momento em que criamos novos, mas apenas movimentando os braços e os pés em bourrée
Foi um momentos bonito para mim, apreciei partituras lindas e fiz as minhas com intensidade. 
Chamo meus movimentos de “Até Logo”, pois pra mim retrata despedida, desespero oculto, solidão, desapego, conformismo. 

O envolvimento do ballet e da dança contemporânea estão sendo fundamentais para o construção do espetáculo.
Estive pensando em como tudo aquilo seria feito no palco com iluminação e música, o público ficará encantado ao assistir nosso espetáculo. 

Sendo verdadeiro, acho que nosso trabalho está ficando cada vez mais lindo, estou adorando cada criação.

Referente ao processo de criação, dia 16/02/2015, por Felipe Fonseca Nobre

A energia de cada ensaio tem complementado muito o meu conceito sobre o "fazer teatral".
O desafio de criar um espetáculo "mudo" que fala tão articuladamente com o corpo.
Fazer do corpo uma língua que fala, desenha, dança.
A sensibilidade do diretor junto com a dos intérpretes/criadores deixa o processo cada vez mais singular com ideias únicas e detalhadas. 
Porém, sinto bastante falta de um estudo teórico corporal. Para que o cuidado com o corpo seja mais relevante e consciente já que o nosso instrumento cru é o próprio espetáculo.

Escrito por Janderson Falves, sobre a aula/processo de criação do dia 09/02/2015

Frequentar a aula/processo revigora a sede de experimentar. 
Não me refiro apenas ao "descobrir", mas revisitando experiências passadas - estas vivenciadas dentro da vivência com o grupo - é possível re-significá-las. 
Já tenho contato com o trabalho do Coletivo há algum tempo, eis aí o motivo que sempre repito minhas perguntas: tanto para re-fixar em mim, quanto para auxiliá-la na conscientização dos recém chegados. 
Refazer as aulas iniciais de balé, torna-se surpreendente, constatando como meu corpo acompanha melhor o ritmo e as ações que não executavas à tempos. 
Toda a experiência vivida em meio aos processos de criação que pude vivenciar no Coletivo, me auxiliam à conclusão: "percebo meu corpo de outra forma". 
Não são mais os olhos que definem se estou em cena ou não, são meus músculos. 
O corpo do ator tem que estar acordado da palma do pé ao músculo atrás da orelha. 
Quando sou guiado a "prender" e se vê "grande", vejas as palavras reverberando por meu corpo. 
Se fosse resumir o balé em comandos que me marcam : se o corpo não estiver liberando comandos - o peito de pé rente ao chão, pernas com "tônus", a coluna estar correta, quadril encaixado, ombros relaxados. 


Experimentar uma movimentação onde preciso manter o contato labial com meu parceiro, tornou-se um imenso desafio. Cuidar do seu corpo, do outro, cuidar da visualidade e perceber o espaço são exemplos práticos de percepção envolvido no desafio. 
Fico grato por ser digno dele. 
Decodificar a movimentação, mas lembrando da base crucial do processo, a aula é o auge de tudo. 
Hoje, ao enxergar meu corpo além de meus olhos, mas sentí-lo em suas pequenas texturas e composições, prova o quanto mudei. 
O processo esta sendo mais que um ato colaborativo. 
Tornou-se evolucionário.

Escrito por Penha Ribeiro, sobre a aula/processo de criação de 09/02/2015

O corpo tem gosto. 
A alma não tem forma, mas dança revestida de carne fraca, trêmula, que movimenta-se pelo espaço asco, cheio de vida que grita trepida, faz dançar o corpo cansado com a lama do corpo, a água da alma pesada, as vezes leve, que afunda desnuda os sabores salgados da carne que parece doce de desgosto de ser carne.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Texto de Samael Casanova, referente a aula/processo de criação do dia 09 de fevereiro de 2015

O processo novo ganha uma consistência cada vez mais sólida. 
Eu começo a entender melhor as movimentações dos meus parceiros de cena, bem como a maneira como as minhas movimentações e as partituras que criei se encaixam com as dos demais... 
Sinto uma compartilhamento de energias, de responsabilidades no novo trabalho. 
A interdependência tão explícita no texto que escrevi semana passada começa a ser absorvida no processo. Um seguindo as movimentações dos demais e, num dado momento, todos seguem a sua, para depois ceder o espaço para o outro, sem que ninguém pare de se mexer, de dizer com o corpo algo específico ou algo que possa se encaixar na mente do espectador da forma que melhor lhe aprouver, numa sequência harmônica. Percebo que precisamos de muito ensaio, obviamente, para sentirmos melhor o tempo da música, para sincronizarmos as movimentações em uníssono e limparmos melhor aquelas que criamos individualmente. 
No mais, eu gosto da ideia de um espetáculo que é um ensaio de atores que não falam ou falam pouquíssimo, que podem até cantar algo, mas que expressam toda a poesia e a eloquência do que querem dizer apenas com o corpo. 
O corpo que fala, o corpo que deseja, o corpo que dói, que queima, que cai dentro de si mesmo, que emerge na superfície de si mesmo depois de se afogar na própria consciência. 
O corpo articulado, fixo, móvel, imóvel, preso, liberto, doce, atroz, manso, feroz, que caça e é caçado, que é viril e feminino, que é céu e terra. 
O corpo que é abismo das palavras, das ações, dos julgamentos, das emoções.
Penso: como meu corpo pode cair dentro de si mesmo? E aí me vêm a ideia do útero: o abismo materno que encerra em si a vida. 
O primeiro lar de cada ser humano. 
E o próprio nascimento não é sair da segurança quente e nutritiva do corpo da mãe e se jogar no abismo desse mundo tétrico e tão gélido? 
São essas imagens e sentimentos que me vêm à mente quando penso no processo novo do Coletivo.

Escrito por Helionio Soares, sobre a aula/processo de criação do dia 09 de fevereiro de 2015

No dia 9 de fevereiro, tivemos uma aula de introdução ao ballet. 
Imaginava que fosse algo complicado, porém é muito mais que isso.
Cheio de técnicas, força aqui, leveza ali, o ballet me deixou destruído no dia seguinte.
Não relato isso como algo negativo, pelo contrário, minha primeira experiência com essa dança foi fantástica.
Sei que no ballet os exercícios só tendem a ficar mais complexos, cada vez mais exigindo flexibilidade, força, leveza, destrezas técnicas... 
Claro que a exigência do corpo não é só para a dança, mas também para o teatro. 
O desenvolvimento de movimentos em grupos (separados meninos de meninas) foi uma tarefa um pouco complicada, ouve alguns desentendimentos criativos em relação as nossas ideias na formação dos movimentos, porém no final o resultado foi satisfatório, nossos movimentos foram um complemento para os movimentos que as meninas criaram. 
A cena criada por Penha, Saskia e Júlia, para mim, foi tão delicada e intensa, elas realmente conseguiram passar a proposta. 
Outra observação vai para a cena de Janderson e Bruno que foi muito bem concebida, proporcionando algo visualmente belíssimo.

Escrito por Júlia Martins, sobre a aula/processo de criação do dia 09/02/2015

Na aula realizada no dia 09/02, voltamos nossos olhares para o ballet. 
Um trabalho cansativo, que exigiu muita concentração, mas que também proporcionou o prazer de nos iniciar nessa dança igualmente forte e graciosa.

Aprendemos termos técnicos usados dentro do ballet e a movimentação com a postura adequada. 

Senti dores em partes das costas que nunca tinha sentido antes, assim como nos quadris, além de uma tensão no pescoço.
A maior dificuldade foi manter a leveza apesar de todos os desconfortos. 
Começamos à compreensão de alguns saltos, que também serviram como um momento de descontração para o grupo. Inicialmente, não consegui realizar os mesmos, mas com a repetição, foram ficando melhores e mais confiantes.
Depois retornamos para o processo de “O Que Diz o Corpo?”, com a criação de mais cenas para o espetáculo. A cena feita por mim, Penha e Saskia foi, na minha opinião, uma das melhores já criadas por nós três, tanto individualmente quanto em conjunto. Foi delicada e intensa, um culto ao sagrado feminino. 
A de Janderson e Bruno foi maravilhosa. Via-se desejo de aproximação e afastamento, dúvida, necessidade, explosão e contenção, mas a energia nunca se perdia. 
A de Helionio, David e Samael também foi bastante interessante. A forma como mostraram o crescimento do desejo masculino ao longo da vida foi inesperada e prendia quem assistia. 

Todas as cenas se encaixaram perfeitamente, trazendo cor e forma ao trabalho e tornando-o cada vez mais consistente e belo.

Sobre a aula/processo de criação do dia 09/02/2015, por Saskia Lemos

Meus primeiros contatos com aulas de dança relacionadas ao balé.
Foi bem estranho no começo, achei que não ia me adaptar muito bem, mas como todo mundo também estava iniciando, foi bem divertido ver todos tentarem. 
Os saltos, as piruetas, giros, tentar ter equilíbrio com a ponta dos pés, tudo isso foi novo e inspirador. Depois desse dia fiquei um pouco dolorida, mas faz parte da adaptação do corpo.
Sei que se continuar vou ganhar mais resistência, força e forma nos meus movimentos, o que levarei para a vida. 
Está sendo uma grande oportunidade participar desse processo.
No segundo momento, fomos divididos em grupos e tínhamos que criar uma partitura com o tema "tocar o seu corpo". 
Então, começamos o processo de criação. 
É importante tratar esse tema em um espetáculo, principalmente quando se trata da relação feminina com o "tocar o corpo", para tirar o tabu. 
No grupo feminino tentamos mostrar que mulher se toca sim e que é algo natural e não grotesco ou estranho, tentamos passar com suavidade. 
Enfim, aula muito produtiva e estou ansiosa pelas próximas!

Por Davi Liberalino, referente à aula do dia 09 de fevereiro de 2015

A aula realizada durante a segunda-feira (09/02), foi um tanto complexa e difícil de ser realizada pra mim por alguns motivos. 
Eu estava sentindo bastante dor no joelho, fato que tornou mais complexa a execução dos exercicios propostos.
Todavia, comecei a perceber no meu corpo uma certa melhora em relação a resistência e o equilibrio. 
A parte da aula onde tivemos que saltar com as pernas esticadas foi a mais problemática. 
O joelho estava doendo muito, eu não consegui dar o salto que havia sido proposto, sem contar que a dor aumentou bastante durante toda aula.
Outro problema que tive foi conseguir realizar uma partitura grupal já proximo ao fim da aula, mas tudo se resolveu, as meninas criaram uma partitura belíssima e o processo estar ficando cada vez mais completo.

Aula do dia 09/02/2014. Escrito por Bruno Harper

Começamos um leve aquecimento, para liberar as tensões corporais. 
Leves movimentos, com contenção de força e elasticidade que ajudaram muito, depois nos exercícios pesados. 
Algumas dificuldades impostas no nosso corpo inexperiente impedia que pudéssemos cumprir os movimentos do treino de Balé com mais leveza, fluidez, porém, o importante no momento era entender a sequência, onde estava trabalhando, para depois transformar e mecanizar cada movimento. Diante o cansaço e alguns desconfortos pelos exercícios anteriores, podemos executar o nosso treinamento teatral com bem mais vontade... 
Aquele corpo cansado, mas pronto para os movimentos ajudam bastante na execução de qualquer movimento fora do comum cotidianamente.
O que, na minha opinião, conseguimos aperfeiçoar, foi o trabalho com o corpo do outro. Conseguimos fazer movimentos em grupos com mais labor, pelo conhecimento mais a fundo, depois de algumas aulas trabalhando isso. 
Pontos positivos e negativos são visíveis nas aulas, porém, os positivos pesam bem mais, de negativos só posso citar a incapacidade de execução de movimentos que pedem mais o movimento da cabeça.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Criando. Coletivo.



Uma construção coletiva, por Thiago Gomez

Iniciamos uma construção.
Uma construção delicada e muito sensível.
A decisão de juntar corpos, mentes, pensamentos, conceitos, formas de trabalhos singulares (e bastante preciosas), foi uma proposta difícil, porém gratificante.
Perceber um grupo fortificado, permitindo-se à labuta na busca de uma forma individual e coletiva de se expressar cenicamente e de levar inquietações e questionamentos, transformando-os em ação espetacular é uma mola propulsora para continuar seguindo as pesquisas e experimentações.
O processo dessa construção é árduo, oras dolorido, oras exaltado, mas a importância de se aprender em conjunto, de se doar para algo, de se permitir o labor, do respeito para com o outro, das afetividades, do amor à arte, de corpos construindo movimentações pessoais e propondo poesia não só para os trabalhos desenvolvidos, mas para as relações com o todo, são vivências únicas e que nos faz acreditar que estamos seguindo o caminho certo.
Ainda nos falta muitas coisas, mas a força desse "tecido", onde cada fio é de máxima colaboração, nos impulsiona às novas descobertas e tentativas.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Borboletária"


O espetáculo "Borboletária" é um processo colaborativo desenvolvido pelos intérpretes/criadores Felipe Fonseca Nobre, Penha Ribeiro, Samael Casanova e Thiago Gomez, que também assina como a direção geral do trabalho. Após 8 meses de laboratórios práticos e teóricos sobre interpretação, energia cênica e aulas de dança contemporânea e dança-contato, e uma reviravolta que quase desestruturava todo o o processo de pesquisa, retomamos o labor da criação e desenvolvemos o produto final, a encenação. "Borboletária" trata de inquietações individuais e coletivas dos seus artistas criadores, trazendo como centro das pesquisas o paralelo entre seres humanos e as borboletas e drasticamente trazendo figuras deturpadas, criando barreiras a um ciclo de vida, que se confunde oras humanos, oras borboletas e algumas vezes à ratos que almejam asas. 

Escrito por Saskia Lemos. A mais nova integrante do Coletivo. (04/02/2015)

O que posso falar do meu primeiro contato com o Coletivo? 
Bem, posso falar muitas coisas. 
Primeiro, estava assustada porque, como era a primeira vez que tive contato com o grupo e estava entrando depois que já haviam se reunido antes, então era como se eu fosse a "novata" no processo. Mas, me senti muito bem acolhida por todos. 
Quando foi pedido para cada um fazer uma partitura em 15 movimentos, fiquei bastante insegura. Muito insegura mesmo. Mas respirei fundo e confiei em mim e no final deu certo. 
E ver as partituras dos outros foi incrível, porque vi o quão criativo podem ser os seres humanos. 
A orientação do diretor foi essencial para construirmos as partituras, junto com o texto de Samael. 
A partitura conjunta do final também foi bem interessante, porque tínhamos que fazer juntos e nem sempre as idéias se convergiam. Então veio risos, repetições, movimentos que nem todos conseguiam executar e que acabaram se encaixando no final. 
Apesar das divergências do começo, adorei o primeiro contato com a equipe e quero que venham mais e desejo ficar no processo até o fim. 
Só tenho a agradecer a oportunidade que me foi dada. 
Então é isso, e que venham mais aulas, mais momentos e que cresçamos juntos

Equipe de trabalho do espetáculo "Queria Star Morta"




Por Davi Liberalino, sobre a aula de 02/02/2015

Confesso que sentir certa dificuldade durante essa aula (02/02), pois os exercícios foram muitos e estavam cada vez mais complexos, todavia estou sentindo grande resultado no meu corpo graças aos exercícios realizados nas aulas do Coletivo. 
Sentir bastante dor nas duas coxas durante a aula está sendo de grande desconforto para mim, mas nada que um bom relaxamento não resolva.
Fazer saltos, piruetas e cambalhotas esta sendo bastante tentador. 
Confesso que gostei mais das cambalhotas, estou rolando com mais facilidade que um rolo compressor. 
Durante a aula também tivemos uns momentos um tanto desagradáveis, isso aconteceu pelo fato de estar em bom estado, ou até no meu melhor estado. Eu converso muito e me disperso facilmente quando estou bem, quando estou triste o exercício flui bem, mas o corpo e a alma ficam mau, quando estou alegre o exercício as vezes sai mau e eu continuo com isso o corpo dói é um tanto engraçado, mas é legal. No entanto o que eu quero dizer é que fui chamado à atenção pelo diretor do Coletivo, nisso ele olhou para todos “nós"" e disse: “se for continuar com a conversa eu vou pedir para que se retirem da sala de aula”. Não respondi nada por que reconheci que estava errado e também ele só nos chama a atenção para o nosso bem.

Está sendo de grande proveito essas aulas, creio que minha saúde esta melhorando, estou tento uma ótima formação e entendo tanto nas questões de interpretação, quanto nas movimentações cênicas, sem contar também que sentir hoje que minhas coxas estão ficando mais duras e mais grossas, ou seja, eu estou ficando mais gostoso, será? 
Ansioso por o que virá de novo na próxima aula e ao diretor meus agradecimentos.

Texto por Júlia Martins referente a aula do dia 02 de fevereiro de 2015

Nessa última aula, houve uma evolução perceptível em relação ao meu corpo, ao grupo e aos experimentos realizados. 
Grande parte desse desenvolvimento mútuo deve-se ao método trabalhado nas aulas, baseado na dança contemporânea, que tem ajudado muito na flexibilidade, concentração e presença cênica.
Nas outras semanas, nós estávamos focando mais na intuição, nos sentidos. 
Dessa vez, foi enfatizada a técnica, para a realização de movimentos mais precisos. 
Já me senti muito mais confiante, mesmo que os movimentos não estivessem perfeitos. 
As sequências em pé foram mais fáceis de realizar do que os saltos, rolamentos e as movimentações de chão, mas é tudo uma questão de treino. 
Em alguns momentos, o grupo ficava disperso, causando uma certa desconcentração na hora de executar os movimentos, algo que pretendo mudar nas próximas aulas e espero que o coletivo se conscientize também.

Começamos a desenvolver “O Que Diz o Corpo”, a partir de uma sequência de trinta e duas partituras de nossa criação, baseado no tema “O corpo é um abismo”.
Nossas criações foram muito bem trabalhadas e aos poucos serão lapidadas para o espetáculo, que será (a princípio) inteiramente no "silêncio". 
Pela primeira vez me senti absolutamente confortável na apresentação das partituras, o que me possibilitou uma desenvoltura melhor, a meu ver. 
Nos próximos encontros espero melhorar ainda mais, assim como os outros, para que o coletivo ganhe peso técnico e uma visibilidade maior, além dos ganhos individuais.

Sobre a aula de 02/02/2015. Por Helionio Soares.

Segunda-feira (02 de fevereiro). 
Hoje foi um dia de muito trabalho.
Começamos desenvolvendo as sequências propostas na aula de dança contemporânea, que estão nos auxiliando bastante na coordenação, percepção e agilidade.
A série de exercícios possibilitou um estimulo na criatividade de todos, pois criamos cenas baseada em movimentos que surgiam da nossa percepção a partir do estímulo da frase: "O corpo é um abismo".
Devo dizer que fiquei orgulhoso por termos conseguido criar algo tão bonito visualmente.
Todas as células criadas me agradaram e pareciam ser o complemento um do outro.
Também gostei de saber que o espetáculo terá a proposta de trabalhar partindo do silêncio, porém achei que a criação dos movimentos acompanhados de uma canção cantada fugiu da proposta do silêncio.
Como eu disse, gostei da criação de todos, mas acredito que a canção foge do contexto.
A trilha sonora instrumental caiu como uma luva na cena vinda da criação de nossos movimentos. 
Pretendo aperfeiçoar minhas movimentações e criar outros sob influência da dança contemporânea e de tudo que estamos trabalhando. 
A cada ensaio o nosso processo criativo está ficando cada vez mais rebuscado.

"PARTidas" (PodTeatro)

Espetáculo " PARTidas " (PodTeatro) SINOPSE "PARTidas" apresenta histórias anônimas de pessoas que refletem su...