A aula/ensaio do dia 16 de fevereiro foi extremamente proveitosa.
Tivemos 5h de interação entre os integrantes presentes, recheadas com risos, discussões pertinentes, muito suor (pra variar), limpeza de partituras e criação de novas movimentações a partir de ideias recentes para o processo.
É um estímulo ao aperfeiçoamento tanto do espetáculo quanto de nossas habilidades cênicas/motoras/sinestésicas.
Sinto menos dores. Isso é fruto da intensidade dos exercícios semanais, da frequência com que meu corpo está sendo submetido às atividades propostas mediador/diretor.
E fico feliz com os resultados que têm se manifestado em meu corpo durante todo esse trabalho.
Contudo, é notório que sinto uma insegurança muito expressiva quanto aos exercícios acrobáticos.
Nunca plantei bananeira nem dei mortais na vida... No máximo a popular "estrela". Minha infância foi muito conservadora, rs. Queria ter tido mais experiências circenses na vida, porque assim teria menos receio de dar mortais, de sustentar o peso do corpo nos braços e esticar as pernas... Enfim, é exercício, e pretendo me tornar mais seguro quanto a tais movimentações. Reconheço que as tais são de uma beleza singular durante a criação de partituras e elevam o nível de dificuldade da interação entre o ator e o espaço que o rodeia. Assim sendo, quero explorar cada vez mais essas possibilidades de movimento.
Quanto às percepções que tenho dos demais integrantes do grupo, vejo que os integrantes mais recentes do Coletivo demonstram seriedade e maturidade mais intensas para com o trabalho.
Alguns diriam que estes não estão tão enturmados quanto os demais, mas eu discordo.
O núcleo do Coletivo está coeso, e todos os nossos parceiros se conhecem muito bem, porque todos vieram de um núcleo anterior.
Muita conversa, muita dispersão, desconcentração.. Enquanto uma parte ensaia, os demais algumas vezes interagem com a cena de maneiras não interessantes, desconcentrando inclusive quem se propõe a trabalhar de maneira precisa no processo.
Pessoas que, mesmo na brincadeira, acabam dispersando os demais. Isso me incomoda porque é uma desconsideração para a cena que está sendo ensaiada, para com os próprios intérpretes que estão encenando, mas respiro, não digo nada por ora a fim de não gerar desconforto e não alterar a atmosfera do ensaio.
Deixo minhas considerações para esse espaço onde posso registrar minhas impressões.
No mais, as células de criação têm uma visualidade muito boa, e gosto do formato do espetáculo novo. Obviamente, o resultado tem de ser aprimorado cada vez mais, mediante muito ensaio, muita repetição.
Repetir cansa, é exaustivo, mas necessário.
No fim, o que temos para doar para o público é o que importa.
Então, que trabalhemos incessantemente para ceder nosso melhor para quem irá nos assistir.
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