Sem dúvida, a última aula/ensaio do Coletivo Dama Vermelha (28/01) foi a mais extenuante de todas pra mim. Muito suor, energia, respiração ofegante, dor, músculos queimando, articulações que não param, concentração...
O exercício do "sol" foi bastante interessante. Ao procurarmos o centro exato da sala para posicionarmos o pequeno sino, eu percebi que buscávamos subliminarmente o centro de nós mesmos... o lugar de onde tudo se origina e para onde tudo volta, o lugar para onde temos que estar atentos ininterruptamente a fim de não esbarrarmos, deslocarmos ou quebrarmos nossa concentração durante o mise-en-scène.
Sentir a energia do chão antes de iniciarmos o trabalho com o corpo foi fundamental pra mim, porque eu senti que fez toda a diferença. Me senti mais forte. Mais capaz. As movimentações pareciam fluir melhor.
A ideia de prisão da bolha parece cruel, tétrica, mas nos fortalece.
Infelizmente, não pude executar o exercício até o fim. Precisei de um tempo pra recuperar o fôlego e relaxar os músculos. Me hidratei, e depois parti pra caixa de 1m³ com uma bomba prestes a explodir em 30 segundos. Eu queria sair dali. E se conseguisse, abriria as outras caixas e salvaria quem quisesse ser salvo das bombas.
Depois, eu estava mais tranquilo, e me senti feliz até mesmo dançando minha própria morte. Gostei da movimentação que eu criei.
Mas no dia seguinte, meus joelhos não gostaram muito disso. Dor suportável, mas desconfortável. Tenho que aprender a cair com outros apoios que não sejam os joelhos e os cotovelos.
O exercício de chegar ao outro lado da sala em 20 minutos foi cansativo. A parte que mais cansa é a espera. O corpo quer se mexer... É impressionante, parece que quanto mais você gasta energia, o que você mais quer e ficar parado uma eternidade... Mas a eternidade cansa. Muitas vezes 40 segundos são suficientes. Quando você fica parado muito tempo depois de estar todo suado, depois de ter gasto tanta energia, depois de achar que seu corpo explorou o próprio limite, mais você cansa. Aí você acha que vai despencar na cadeira a qualquer minuto. Respirar rápido dá gastura, respirar devagar dá mal estar. Mas quando os 20 minutos acabam e você ainda está de pé, você é um pequeno vencedor. Foi isso que eu senti.
Quanto às movimentações criadas... Cara, é lindo ver que no que 15 minutos nas mãos de pessoas criativas se transformam. Acho maravilhoso o processo de criar algo que não existe a partir de coisas que sentimos, que vimos, que escutamos, que tocamos, que cheiramos, que comemos, que amamos... Cenas singelas que foram produzidas e que podem com certeza (e vão) ser aproveitadas para o próximo espetáculo.
sábado, 31 de janeiro de 2015
Por Alana Rafaela. Sobre a aula do dia 27/01/2015
Meu primeiro encontro com as aulas do coletivo, e sem dúvidas o mais exaustivo.
O exercício de tensão exige um esforço físico e mental enorme, tanto que passei mal durante o mesmo. O que sem sombras de duvidas foi o melhor de todo o trabalho foi o exercício de liberação, dançar, colocar pra fora tudo que esta " entalado ", tudo o que estamos sentindo.
A criação de algo em cima da hora, o improviso me incomodou um pouco, pelo fato das partituras e do curto tempo para criar as mesmas, entretanto achei o resultado bacana.
O exercício de tensão exige um esforço físico e mental enorme, tanto que passei mal durante o mesmo. O que sem sombras de duvidas foi o melhor de todo o trabalho foi o exercício de liberação, dançar, colocar pra fora tudo que esta " entalado ", tudo o que estamos sentindo.
A criação de algo em cima da hora, o improviso me incomodou um pouco, pelo fato das partituras e do curto tempo para criar as mesmas, entretanto achei o resultado bacana.
Aula do 27 de Janeiro de 2015. Por Helionio Soares
Na terça-feira (27), o processo criativo foi muito produtivo, tanto para mim como para o grupo no geral.
Fiz os exercícios pesados passados com bastante intensidade, pois estava concentrado no trabalho.
Foi um dia bastante compensador.
Os ocorridos em minha vida particular provavelmente favoreceram no meu desempenho, tanto no desenvolvimento físico, como no criativo.
Faço uma observação sobre meu corpo que, mesmo com tantos exercícios (que a cada ensaio se tornam mais fortes), demonstrou pouquíssimos sinais de exaustão.
Destaco um momento que me chamou a atenção, o momento em que dançávamos as nossas “próprias mortes”, esse foi o auge dos exercícios. Foi muito profundo pra mim, muito claro. Consegui realizá-lo de uma forma que me deixou satisfeito.
O local como não foi o mesmo dos encontros anteriores, não foi prático para se trabalhar, mesmo assim o ambiente estava com uma aura bastante iluminada, leve e positiva.
A falta de algumas pessoas é um ponto negativo, mas mesmo assim tivemos um dia satisfatório.
De fato, o dia 27/01 foi mais um dia de processo de criação cheio de bons frutos, mas, particularmente, destaco esse dia como um dos melhores.
Fiz os exercícios pesados passados com bastante intensidade, pois estava concentrado no trabalho.
Foi um dia bastante compensador.
Os ocorridos em minha vida particular provavelmente favoreceram no meu desempenho, tanto no desenvolvimento físico, como no criativo.
Faço uma observação sobre meu corpo que, mesmo com tantos exercícios (que a cada ensaio se tornam mais fortes), demonstrou pouquíssimos sinais de exaustão.
Destaco um momento que me chamou a atenção, o momento em que dançávamos as nossas “próprias mortes”, esse foi o auge dos exercícios. Foi muito profundo pra mim, muito claro. Consegui realizá-lo de uma forma que me deixou satisfeito.
O local como não foi o mesmo dos encontros anteriores, não foi prático para se trabalhar, mesmo assim o ambiente estava com uma aura bastante iluminada, leve e positiva.
A falta de algumas pessoas é um ponto negativo, mas mesmo assim tivemos um dia satisfatório.
De fato, o dia 27/01 foi mais um dia de processo de criação cheio de bons frutos, mas, particularmente, destaco esse dia como um dos melhores.
Escrito por Davi Silvestre, aula do dia 19/01/2015
A aula de hoje foi de forma bastante objetiva tendo um foco voltado para a construção de uma
partitura de oito movimentos.
Durante a aula senti apenas uma dificuldade que
foi o aquecimento de forma atlética. Durante uma parte desse exercício minhas
respiração ficou bastante ofegante de forma que imaginei que poderia desmaiar
durante o primeiro momento da aula, todavia isso não aconteceu.
Em
seguida dividiu a turma composta de seis alunos em duplas dando o critério: “Trabalhem com aqueles que vocês não têm muito contato”. Em seguida disse: “Quero
que façam uma partitura de oito movimentos consistentes nas emoções e
sentimentos que vocês estão passando agora”.
As duplas ficaram formadas da
seguinte forma: Júlia e Samael, Helionio e Janderson e Bruno e eu.
Em seguida, foi escolhido quem iria
apresentar primeiro, e tenho que confessar que todos nós fizemos um excelente
trabalho.
A primeira dupla foi Samael e Júlia que constituíram uma partitura
expressando o fim de uma relação.
Posteriormente, Bruno e eu desenvolvemos uma
partitura construída a partir da relação perdoar e esquecer.
Por fim, Helionio e Janderson apresentaram uma partitura sobre a desvantagem da
insegurança.
A primeira vez que foram apresentadas as sequências, foram sem nenhum
tipo de som, em seguida foram colocadas músicas que seriam surpresas, sendo posta apenas na
hora da cena, e por incrível que seja, todas elas se encaixaram perfeitamente em nossas
partituras.
Concluindo a aula, nos foi pedido para trabalharmos coletivamente com nossas partituras, onde fizemos um
experimento bastante proveitoso.
A diante, praticamos um alongamento para "desaquecer" o corpo, onde na sequência havia alguns abdominais que confesso detestar, mas tudo em prol da nossa
saúde e de um bom condicionamento físico para a cena e vida. Fechamos a aula com uma reflexão sobre a mesma e uma conversa acerca das impressões individuais de cada um.
Aula do dia 19/01/2015, sobre a ótica de Bruno Harper
Exercícios tem sempre a exigência da concentração e força.
Tem que dispor do corpo cada detalhe pra alongar-se e descobrir parte dele que geralmente não usamos.
O exercício de aquecimento no teatro não serve apenas pra preparar o corpo para cena, serve também como base de apoio, paciência, concentração e permissão.
Quando se tem um determinado tempo (curto) pra preparar uma cena em dupla, às vezes, se complica pelo fato de múltiplas ideias, ou seja, você ter uma ideia e seu parceiro também, e poucas vezes essas ideias casam, geralmente são distintas, e é esse o verdadeiro desafio, costurar duas ideias, duas cenas, que não tem nada a ver uma com a outra, e que ao mesmo tempo se engloba em uma única atmosfera.
Algo que se complica durante um jogo teatral é: TRABALHO EM GRUPO. Trabalhar um grupo com 6 pessoas é bem complicado, pois temos que deixar a sincronia, a sintonia e até mesmo o modo de atuar bastante similar.
O que se deve fazer durante todo um processo criativo, é experimentar cada sentimento ou sensação proposta no decorrer do dia de ensaio. Sair do ponto de conforto é algo que incomoda bastante, sentir um desconforto que na frente gera uma dor é de tirar a concentração, mas a única coisa que se tem a fazer é permitir a dor a se instalar no lugar e ter consciência que uma hora o corpo se adapta e aquilo acaba.
Tem que dispor do corpo cada detalhe pra alongar-se e descobrir parte dele que geralmente não usamos.
O exercício de aquecimento no teatro não serve apenas pra preparar o corpo para cena, serve também como base de apoio, paciência, concentração e permissão.
Quando se tem um determinado tempo (curto) pra preparar uma cena em dupla, às vezes, se complica pelo fato de múltiplas ideias, ou seja, você ter uma ideia e seu parceiro também, e poucas vezes essas ideias casam, geralmente são distintas, e é esse o verdadeiro desafio, costurar duas ideias, duas cenas, que não tem nada a ver uma com a outra, e que ao mesmo tempo se engloba em uma única atmosfera.
Algo que se complica durante um jogo teatral é: TRABALHO EM GRUPO. Trabalhar um grupo com 6 pessoas é bem complicado, pois temos que deixar a sincronia, a sintonia e até mesmo o modo de atuar bastante similar.
O que se deve fazer durante todo um processo criativo, é experimentar cada sentimento ou sensação proposta no decorrer do dia de ensaio. Sair do ponto de conforto é algo que incomoda bastante, sentir um desconforto que na frente gera uma dor é de tirar a concentração, mas a única coisa que se tem a fazer é permitir a dor a se instalar no lugar e ter consciência que uma hora o corpo se adapta e aquilo acaba.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Por Samael Casanova
A aula/ensaio dessa segunda-feira, dia 19/01, foi particularmente enriquecedora. O grupo a cada encontro adquire uma união afetiva cada vez mais forte, e isso instiga os processos a crescerem, e nos instiga também a participar de cada um deles, fazendo de tudo para estarmos presentes e não perdermos as oportunidades de criar, reinventar e aprender com as diferentes situações que a aula nos possibilita.
Após o aquecimento que, desta vez, foi extenuante pra mim porque meu corpo estava ocioso durante muito tempo com movimentos intensos e que precisam de muita força, nós pudemos criar movimentações em duplas a partir do que estávamos sentindo e pensando. Alimentamos nossa criatividade e aprofundamos os laços com pessoas com quem não trabalhávamos tanto e criamos uma espécie de dramaturgia que traduzia a intenção dos movimentos com palavras. E o resultado, dos três grupos, foi bastante bonito e empolgante.
Logo depois, o encenador/diretor nos gravou executando as movimentações em diferentes regiões do espaço da sala de ensaio, ao mesmo tempo, o que resultou numa conversa harmônica entre as partituras criadas pelos grupos e numa célula coreográfica bastante valiosa e que pode com certeza ser utilizada em algum processo de montagem cênica.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Por Helionio Soares, sobre a aula do dia 12 de janeiro de 2015
Creio que o intuito dos exercícios praticados no dia 12 de Janeiro de 2015, tinham o objetivo de aumentar a coordenação motora do nosso corpo, aumentar a resistência muscular, entre outros. Todos eles focados para a dança contemporânea, o que é muito bom pra mim em particular, pois tinha (e tenho) interesse pela própria.
Me prejudiquei por ter chegado atrasado, o que reforça o fato de que ser pontual é algo fundamental para o compromisso. Minha falta de pontualidade fez com que eu não conseguisse acompanhar as movimentações como os outros estavam conseguindo por estarem lá nos exercícios desde o início. Confesso que fiquei transtornado comigo mesmo pelo atraso e isso influenciou no trabalho, pois estava muito disperso.
Tirando os pontos negativos que citei, o primeiro dia de trabalho foi muito rico em aprendizagem, posso dizer que os próximos dias serão melhores. Todos estavam determinados a aprender e a aperfeiçoar suas técnicas teatrais por meio de movimentos usados nesta estética da dança contemporânea.
Me prejudiquei por ter chegado atrasado, o que reforça o fato de que ser pontual é algo fundamental para o compromisso. Minha falta de pontualidade fez com que eu não conseguisse acompanhar as movimentações como os outros estavam conseguindo por estarem lá nos exercícios desde o início. Confesso que fiquei transtornado comigo mesmo pelo atraso e isso influenciou no trabalho, pois estava muito disperso.
Tirando os pontos negativos que citei, o primeiro dia de trabalho foi muito rico em aprendizagem, posso dizer que os próximos dias serão melhores. Todos estavam determinados a aprender e a aperfeiçoar suas técnicas teatrais por meio de movimentos usados nesta estética da dança contemporânea.
Por Júlia Martins, sobre a aula do dia 12 de janeiro de 2015
O processo realizado na última segunda-feira (12/01/2015) foi particularmente interessante, pois foram trabalhados propostas utilizados na dança contemporânea, que sempre me atraiu bastante. Além de terem exigido muita força e resistência física, pediram muita concentração, leveza e firmeza, atributos fundamentais para um bom desenvolvimento cênico.
A princípio, praticamos técnicas de concentração e exercícios. O primeiro exercício, no qual todos estavam sentados em círculo fixando o olhar em algum ponto do espaço, melhorou visivelmente a atenção de todos, que até então estavam um tanto dispersos. O modo como estávamos sentados causou uma dor suportável, porém incômoda, fazendo com que fosse trabalhada ainda mais a concentração.
No segundo exercício, nos colocamos de frente para a parede e começamos a tocá-la de forma que pudéssemos usar o máximo de partes possíveis do corpo. Íamos aumentando gradativamente a velocidade do toque, até que chegássemos a um ritmo frenético, não se detendo mais somente à parede, mas sim ao espaço inteiro e a todos que lá estivessem. Com a urgência, nos tornávamos parte da parede, do teto, do ar à nossa volta, de cada um que estava na sala. Éramos um só, como um grande animal inquieto, nos movendo e nos tocando, até que não houvesse distinção entre nós e o espaço.
Por último, utilizamos do artifício da dança como aquecimento. Cada um teve seu momento. Senti uma certa união entre os atores na execução do processo, já que alguns tinham mais dificuldade do que outros, e portanto, precisavam de mais ajuda.
Para estimular a musculatura, fizemos um alongamento final, que só veio deixar reflexos no dia posterior ao processo. Creio que, gradualmente os exercícios surtirão efeito e os movimentos se tornarão mais leves e precisos.
Sobre o Coletivo Dama Vermelha
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