O processo realizado na última segunda-feira (12/01/2015) foi particularmente interessante, pois foram trabalhados propostas utilizados na dança contemporânea, que sempre me atraiu bastante. Além de terem exigido muita força e resistência física, pediram muita concentração, leveza e firmeza, atributos fundamentais para um bom desenvolvimento cênico.
A princípio, praticamos técnicas de concentração e exercícios. O primeiro exercício, no qual todos estavam sentados em círculo fixando o olhar em algum ponto do espaço, melhorou visivelmente a atenção de todos, que até então estavam um tanto dispersos. O modo como estávamos sentados causou uma dor suportável, porém incômoda, fazendo com que fosse trabalhada ainda mais a concentração.
No segundo exercício, nos colocamos de frente para a parede e começamos a tocá-la de forma que pudéssemos usar o máximo de partes possíveis do corpo. Íamos aumentando gradativamente a velocidade do toque, até que chegássemos a um ritmo frenético, não se detendo mais somente à parede, mas sim ao espaço inteiro e a todos que lá estivessem. Com a urgência, nos tornávamos parte da parede, do teto, do ar à nossa volta, de cada um que estava na sala. Éramos um só, como um grande animal inquieto, nos movendo e nos tocando, até que não houvesse distinção entre nós e o espaço.
Por último, utilizamos do artifício da dança como aquecimento. Cada um teve seu momento. Senti uma certa união entre os atores na execução do processo, já que alguns tinham mais dificuldade do que outros, e portanto, precisavam de mais ajuda.
Para estimular a musculatura, fizemos um alongamento final, que só veio deixar reflexos no dia posterior ao processo. Creio que, gradualmente os exercícios surtirão efeito e os movimentos se tornarão mais leves e precisos.
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