16 de fevereiro.
O início de tudo foi um aquecimento corporal bastante rígido de pingar gotas de suor sobre o chão.
Foi difícil ficar sem beber água, pois minha boca ficava muito seca e isso incomodava.
Nossos corpos estavam preparados para as cinco horas seguidas de ensaio.
Os exercícios que fizemos em dupla, além de terem sido ótimos para alongamento, foi bom para nosso equilíbrio e flexibilidade, sem contar o ganho na resistência muscular.
O ensaio ocorreu em um espaço diferente do acostumado.
Tivemos dificuldades em reproduzir as células coreográficas por conta do chão, pois não tinha o acolchoamento como nos ensaios anteriores.
Além de recordar os movimentos criados anteriormente, tivemos um momento em que criamos novos, mas apenas movimentando os braços e os pés em bourrée.
Foi um momentos bonito para mim, apreciei partituras lindas e fiz as minhas com intensidade.
Chamo meus movimentos de “Até Logo”, pois pra mim retrata despedida, desespero oculto, solidão, desapego, conformismo.
O envolvimento do ballet e da dança contemporânea estão sendo fundamentais para o construção do espetáculo.
Estive pensando em como tudo aquilo seria feito no palco com iluminação e música, o público ficará encantado ao assistir nosso espetáculo.
Sendo verdadeiro, acho que nosso trabalho está ficando cada vez mais lindo, estou adorando cada criação.
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