Conseguir tempo quando não há, é uma das tarefas mais difíceis no teatro.
O processo, após tanta criação, se tornou necessário introduzir debates munidos de referencial teórico, para o fortalecimento das nossas pesquisas e propostas.
Um momento bastante significativo na aula/debate/troca foi a reflexão acerca do "re-pensarmos" nossas criações, suas intenções, o "por quê" de cada movimentação, como utilizamos a arte como veículo para comunicação, qual tema dessa comunicação e quais são nossas ânsias, inquietações com tal?
Chego à conclusão: Tocar o espectador. Instigar o público a se aproximar da arte (no nosso caso, a dança/teatro), reverberar ao mesmo o estímulo de se verem inclusos também, assim como nossa própria experiência de corpos que nunca se imaginaram dançando cenicamente e que hoje são estimulados à práticas e resultados satisfatórios.
Percebo que a fala do diretor (Thiago Gomez), chegou com uma grande intensidade e como um forte alerta; "Não interessa ao Coletivo trabalhar com intérpretes/criadores que não estudam, não pesquisam, não desenvolvem um pensamento sólido referente ao que produzem!"
A bailarina Ana Cristina (Cia Traquejo, Exu) veio assistir o nosso ensaio. Acho importante ter a visão e opinião de alguém de fora sobre o que estamos produzindo.
Estou consciente de que minha cena com Harper precisa de mais trabalho e pesquisa em relação a espacialidade, à noção de condução das movimentações.
Apresentamos todas as cenas criadas até então e começamos a amarrar a estrutura do trabalho.
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