Frequentar a aula/processo revigora a sede de experimentar.
Não me refiro apenas ao "descobrir", mas revisitando experiências passadas - estas vivenciadas dentro da vivência com o grupo - é possível re-significá-las.
Já tenho contato com o trabalho do Coletivo há algum tempo, eis aí o motivo que sempre repito minhas perguntas: tanto para re-fixar em mim, quanto para auxiliá-la na conscientização dos recém chegados.
Refazer as aulas iniciais de balé, torna-se surpreendente, constatando como meu corpo acompanha melhor o ritmo e as ações que não executavas à tempos.
Toda a experiência vivida em meio aos processos de criação que pude vivenciar no Coletivo, me auxiliam à conclusão: "percebo meu corpo de outra forma".
Não são mais os olhos que definem se estou em cena ou não, são meus músculos.
O corpo do ator tem que estar acordado da palma do pé ao músculo atrás da orelha.
Quando sou guiado a "prender" e se vê "grande", vejas as palavras reverberando por meu corpo.
Se fosse resumir o balé em comandos que me marcam : se o corpo não estiver liberando comandos - o peito de pé rente ao chão, pernas com "tônus", a coluna estar correta, quadril encaixado, ombros relaxados.
Experimentar uma movimentação onde preciso manter o contato labial com meu parceiro, tornou-se um imenso desafio. Cuidar do seu corpo, do outro, cuidar da visualidade e perceber o espaço são exemplos práticos de percepção envolvido no desafio.
Fico grato por ser digno dele.
Decodificar a movimentação, mas lembrando da base crucial do processo, a aula é o auge de tudo.
Hoje, ao enxergar meu corpo além de meus olhos, mas sentí-lo em suas pequenas texturas e composições, prova o quanto mudei.
O processo esta sendo mais que um ato colaborativo.
Tornou-se evolucionário.
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